Os 13 porquês

maio 01, 2017






Título: Os 13 porquês
Autor: Jay Asher
Editora: Atica Editora
Páginas: 256
Ano: 2009

Gênero: Ficção











Vocês já viram a série que bombou na Netflix mês passado? Se não viu, provavelmente ouviu falar em Thirteen reasons why. A serie surgiu de um livro, pouco conhecido. Nem eu mesmo conhecia - confesso - mas fiquei interessadíssima quando soube. 
Vamos falar  sobre o livro?



.Clay Jensen recebe uma caixa de sapato cheia de fitas cassetes, intrigado por seu conteúdo escuta uma voz conhecida. 


A de Hannah Baker. 
Opa, mas Hannah se matou.


"Engulo com força. Lágrimas pinicam o canto dos meus olhos. Porque é a voz de Hannah. Uma voz que pensei que jamais ouviria novamente. Não posso jogá-la fora." - p. 19.

Nas fitas, Hannah explica que existem 13 razões para a sua história ter terminado assim. 13 pessoas que de alguma forma fizeram tudo chegar naquele ponto. 

Clay não faz ideia de porque recebeu as fitas – ele sempre teve uma queda por ela -, mas sabe que algum momento seu nome vai ser citado.
Então, numa noite, seguindo o mapa – dado por Hannah – ele escuta tudo o que ela tem a dizer. 

E era isso que ela precisava.

Sabe aquele boato, fofoca sobre você que não é verdade? Com toda a maldade de jovens no ensino médio, isso é o que Hannah passava por muito tempo. 

Jay Asher me impressionou muito, pela habilidade de colocar o leitor tão conectado a Hannah que você sente toda a dor, desespero, solidão, vazio e todos os outros sentimentos envolvidos.

Os 13 Porquês é narrado em primeira pessoa e intercala as gravações de Hannah enquanto acompanhamos Clay, que ouve tudo.

Ele precisa entender, e Hannah o dá essa oportunidade. 

Esse livro não é fácil. Eu mesma, não estou nada bem. A leitura acaba sendo rápida, mas a digestão é demorada.

Lendo você percebe que apesar de tudo, Hannah foi forte dentro do possível e é isso que dói. Ler a história de alguém desistindo e mostrando suas razões para isso, acaba que você tenta ter pensamentos positivos, que ela encontraria a saída, e a cada parágrafo você torce para as coisas darem certo para ela - mas não, sempre terminam pior. 

"Queria que as pessoas confiassem em mim, apesar de qualquer coisa que tivessem ouvido. E, mais do que isso, queria que me conhecessem. Não aquilo que pensavam saber ao meu respeito. Mas eu de verdade. Queria que deixassem para trás os boatos." - p. 117

Clay quis alcançá-la, mas ele acabou demorando.

O livro tem uma moral, obviamente, mas é algo individual para cada leitor.

Ele nos trás realmente a realidade, desde sempre – mas tão gritante nos dias atuais.

Acredito que a questão do suicídio, (estou falando sobre a vida real) não é um ato de chamar a atenção das pessoas. Mas sim um ato de desespero, de não enxergar uma saída. Um ápice.

Pra mim, o livro trouxe uma moral que, eu vou levar pra vida toda. 

“Quando você faz alguém se sentir ridículo, você tem de assumir a responsabilidade pela ação de outras pessoas que tomam isso como pretexto."
- p. 48.


Recomendo muiiiiiito!

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